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31/05/2012 - IPO - Site da Bovespa

A saga continua. Depois do IPCA, do INPC e da Selic, o Mulheres em Ação continua desvendando o mundo da sopa de letrinhas. Agora, chegou a vez do enigmático “Ai-pi-ou”, quer dizer, IPO, sigla que em inglês significa Initial Public Offering, que, abrasileirando, é para alguns Oferta Pública Inicial; e para outros, Oferta Primária de Ações. Porém, relaxe. No mundo inteiro – e o Brasil faz parte do mundo – é conhecido como IPO.

IPO é a emissão primária (abertura para negociação) de ações de uma empresa de capital aberto na bolsa de valores, no caso brasileiro, na BM&FBOVESPA. A oferta pública inicial ocorre quando se está querendo “abrir” o capital de uma empresa.

O professor Juarez Camargo, da Asterisco Consultoria de Investimentos, explica de uma forma bem didática: “Vamos supor que você tenha uma empresa da qual seja o único proprietário e ela comece a se expandir. Com o tempo, você resolve que, em vez de pedir dinheiro emprestado para crescer, poderia conseguir novos sócios. Para colocar em prática sua decisão, você pode ‘abrir’ o capital da empresa – possibilitar a entrada de outros investidores – de maneira que qualquer investidor interessado, na oferta pública inicial, participe como sócio de sua empresa, comprando as ações que você colocará para vender.”

Com o IPO, uma empresa passa a ser listada na BM&FBOVESPA. O preço da ação na oferta inicial é conhecido como IPO Price (Preço do IPO). Esse preço é obtido por um processo chamado de bookbuilding e definido com base na avaliação do patrimônio da empresa por especialistas de mercado. Uma oferta pública também pode ser secundária. Neste caso, significa um aumento de capital de uma empresa que já está com ações negociadas na Bolsa.

“Por definição, os IPOs são arriscados e perigosos”, avalia Juarez Camargo. “Os preços das ações oscilam muito do primeiro para o segundo dia de negociação. Porém, são também nesses momentos que se pode ganhar muito dinheiro. As pessoas que mexem com o mercado financeiro já devem saber que onde há risco alto, há também possibilidade de retorno alto. Por isso, quem quiser participar de um IPO deve procurar profissionais de sua corretora de confiança, pois eles têm mais informações sobre as empresas que estão abrindo capital e quais são as possibilidades de ganho a curto, médio e longo prazo.”

Fonte: Site da BOVESPA

 

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